quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sorriso Estranho

Sorriso Estranho

Dos devaneios que me assombram,
Teu sorriso é o mais temeroso.
Aquele bobo, doce, singelo
Sorriso amarelo que já me fez bem.
E as tristezas vividas e sentidas por nós
Foram como peixes em anzóis, de aço.
Hoje só um gosto amargo, amargurando meu ser.
Agora "sen tí" preciso viver
Continuo andando, mesmo cansado (...)
E quem sabe em uma parada incerta,
Encontro "uma/a" forasteira, querendo abrigo em meu ser.

Miqueias nunes



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Para Alcântara



Para Alcântara

Aura,
         Espirito que perde
         E se acha.
Sorriso,
         Que convida o abraço
Magia,
         Sereno é teu afago.
Leve,
        Alma, alente, anda, te convido:
        Pousa em minha casa.


Pela manhã.


E agora,
        Ônibus,
        Manhã e noite,
Pensamento,
         Vão, nós nus.

Não diurético e relaxante.

Agora,
       Janela,
       Do ônibus.
Da Praia grande,
       Vejo a marola
Imagino Alcântara,
       Que me arrepia
       Irradiando luz.

Do sol,
      Dos postes velhos
      Penso, se assemelham aos de São Luís
Meninos,
      Não são os mesmos
Pois,
      Somos nós o perigo,
      Muito mais é, o poema que te fiz.

Chego,
     Prova viva,
     Da morte que brinca
     Enquanto morto, estive,
     Viajando vou, no teu riso que me vive.



- Paulo Roberto Silva Freire
 


(Foto: David Ferreira)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Grand jeté



Grand jeté ou o grande salto

Um bailar sui generis
mas não tão único
tão próprio
que leva ao fim todo sentido técnico na sua estética, no ato és.

Os movimentos são
Os mesmos? vejo, não medes esforç –
Os, pois teus pés são rapid –
Os, treinad –
Os.
              És a verdade.
               Teus pés flutuam sobre o não -
                 Lugar. donde sobrevivem os escombros
                  De um fazer-amor. Memória deste real ato.

O sensor que analisa,
O não pisar e toca -
O chão, que cansas na dança
O que não cansa? é aquilo que não dança.
O vão e o atrito do artigo no plural; teu corpo e o chão, são as linhas do
O
             Não vais, não fica
             Vai e fica
             Dança
             Engana, repete sempre.
             És um grau 0?
             Sou penso eu, teu? (que equívoco tolo)
             De mim sou e tu és de ti. Linguajar cafona do ser:

Como
Castigo
Lerás o poema.
Cabe a mim, o eu sou de meus olhos
Cabe a ti o eu sou de tua alma e corpo.
Via filtros:
Vejo, que sou eu, meu próprio fim. No verso.

Sou tão eu aqui, que não deixo que dances
Sim, nem ir sem que dances
Sempre volto, como mostro
Se bem que é este o labirinto
bailador do Ser.
              Perdido na quarta da vida
              Resplandeço no fim de semana.
              Nunca mais te vi
              Pelos
              Rumos da banda
              Mais bohemia de minha cidade.



Vamos à praia?










sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Eu quero te dizer



Eu quero te dizer 

Eu quero te dizer
o quanto sinto saudades,
o quanto sinto tua falta,
o quanto eu te quero pra mim.

Eu quero te dizer
o quanto eu te pertenço,
o quanto você me completa,
o quanto você me basta.

Eu quero te dizer
o quanto eu te preciso,
o quanto tudo pode ser diferente,
o quanto eu quero te fazer bem.

Eu quero te dizer que te quero,
a qualquer hora,
em qualquer estado,
pra qualquer coisa.

Eu quero te dizer
o quanto eu quero que você me queira,
o quanto eu preciso cuidar de você,
o quanto eu quero te ter.

Eu quero te dizer
que essa saudade 
sufoca,maltrata,
agride.


Eu quero te pedir pra vir me ver,
pra me esquecer,
me perturbar,
me deixar em paz,
não me esquecer.

Eu quero te dizer que te amo.
Que te quero pra sempre.
Que não quero te perder de novo.
Que quero te dar colo.
Que quero cuidar de você.

Eu quero te dizer,
mas eu não vou,
não vou te procurar,
eu vou tentar te esquecer,
eu vou te esquecer.

Eu quero te dizer que nunca vou te esquecer.
Que vou sempre esperar uma ligação,
uma mensagem,
uma chegada inesperada.


Eu quero te dizer que eu quero você de volta.
Eu quero te dizer que sim, eu aceito suas condições.
Eu quero te dizer que eu não aceito não ter você.
Eu quero te dizer que eu te amo, sim. Eu te amo.

- Sil Alves 















terça-feira, 1 de setembro de 2015

Maré


Maré

Há amores, que se perdem
como objetos em bolsa de mulher,
que nem brinquedos na areia,
como um ferro de machado que cai no mar,

Alguns, nunca se acham,
outros, no encontro se perdem,
e ainda há aqueles que vivem,
perdidos na própria perdição, se acham.

Os que vem à tona, sorriem 
e, no riso outros choram
percas, idas, perdidas
algum profeta faz submergir,
algum pedreiro os joga na massa,
outros engatam nas presilhais de cabelo
e, ainda há aqueles que vem nas redes cheias dos pescadores.


Uns afundam na areia
e vão pra outro mundo,
outros se desintegram,
e se esvaem, como as
águas da maré.

- Paulo Roberto Silva Freire






sábado, 15 de agosto de 2015

A Voz de Deus


A VOZ DE DEUS

Deus fala conosco todos os dias.
 Mas, poucos de nós paramos para ouvi-lo.
 Ele nos fala através de várias coisas.
 Até das que julgamos bobas.


Nos refrões das canções.
 No canto dos pássaros.
 No vento que faz a árvore dançar.
 Nas águas do rio, nas ondas do mar.

No sorriso de uma criança.
 No pôr-do-sol.
 No brilho da lua.
 E nas incontáveis estrelas.

No céu pintado de azul.
 No mover de lugar das nuvens.
 No arco-íris, anunciando chuva.

Deus fala conosco em todas as situações.
 No abraço de um pai, no abraço de uma mãe.
 No nosso estúpido silêncio.
 Na nossa humilde oração.
- Brasilino Júnnior



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Crônicas de Uma Fodedora de Corações. Partes III e IV





Crônicas de Uma Fodedora de Corações





Ela me apareceu como um sonho, algo bom e melhor, nossos encontros diários, nossas conversas intermináveis, o coração palpitando, as músicas que ouvíamos juntos. Ah maldição!
A vontade de ir ao seu encontro neste instante, mesmo fodido e agora? todo sonho termina, que amor era aquele? tinha fome de tudo, era real? Sim, foi, eu sinto as marcas, como ferro fundido, eu tenho as marcas e os calos, as marcas do ferro e os calos da mão do ferreiro, feito faca que corta a carne e cirrose que ataca o fígado, eu aqui aos prantos, fodido.
Foi o sonho mais real que tive!



III


“Se pá se pan se liga aê
Vai saber de repente.”
Toda vez que ouço rap lembrarei, desta demente!
Com todo respeito; uma doida, uma louca uma feiticeira.
- Vou fala pro vizinho abaixar o som, ta me atrapalhando -
Pois é, nesse mundo bandido,
Eu tento ser honesto.
Eu tento,
Eu fui sem táticas desleais,
Pra uma guerra de sete dias
Mas já comecei em desvantagem,
Sem armas, com drogas e ela com cassetete
Era de se imaginar, a moça fez proerd.
Bateu forte!
Não se pode confiar, o mundo é cruel
E as pessoas são cruéis,
 É um banditismo generalizado, roubalheira danada,
E vindo de um lugar onde os ladrões usam terno e gravata
Aprender a bater com os caras de farda é uma questão de tática
O problema nem é o roubo, é o latrocínio, é o vandalismo
É roubar e quebrar tudo,
É matar o individuo
Mas neste caso, só ta tudo quebrado,
Eu ainda consigo caminhar.
Ainda espero minha medalha de honra, como herói de guerra,
Mesmo sabendo que marginal nunca é lembrado.
Na verdade, depois da minha morte, talvez,
Uma estátua?
Quem sabe.
Há duas coisas que me lembro
E que são importantes: a guerra e o motivo da guerra,
Era uma máfia, era banditismo por necessidade
Mas qual a necessidade disso?
Um pedaço de amor todo fodido?
Era fodido, mas era em busca da completude
- ainda é -
De tudo, ou só minha, ou de nós
Era uma guerra,
Amor, Amor, Amor
Uma conjuntura de desejo, uma vontade de justapor os seres
Na tentativa de aliviar, o fracasso, das outras guerras
Em decorrer, dos últimos meses,
Últimos meses cruéis, como o mundo e as pessoas,
Como as secas dos sonhos do faraó.
Eram 14 dias em 7
Burrice, como a de JK
É necessário, dias completos, próximos
Dias quentes, frios, bem perto.
Foram idas e vindas, indecisões, ilusões
Espancamento, prazer, alegria e a morte, destes dois últimos.
Veja bem, é preciso tempo, aconchego
Guerra justa,
Pois quem não quer paz?
Eu sei,
O que posso fazer se sua paz é foder os outros
Foder os corações, iludir os soldados,
Matar as esperanças, não dá a cara a tapa,
Ficar em cima do muro em plena quarta,
Guerra fria, psicológica, me deprime
Esta batalha é suicídio, construir meu próprio esquife!
Isto terá um fim?
Estou sendo desonesto,
É, Eu sou a vítima, fodida na sarjeta
Há dez horas esperando o samu,
Vejo você fugindo, guardando a arma na mala
Vá em bora,
Cala a boca
Foda outro cara
Mas não se esqueça, de mim,
Nem de nossa casa.

  (Prato Feito)


IV


O rótulo do vilão e a vingança
Daquelas bem planejadas para serem comidas frias
Como bom vilão, acabar com qualquer amor ou esperança
Sintonias, expectativa e alegria.
Vamos chamá-la de vilã
Daquelas cruéis, rudes e sem compaixão
Ela quando pode, fode seu amanhã
Ou qualquer porcaria que você chama de coração.
Desculpe o palavreado, convivência demais com ela
Você se torna (de algum jeito, mal)
Mas toda loucura tem sua sequela,
Audaciosa que te faz viver como um animal
Te transformar, te domina
Te adestra sem nenhum pudor
Ah! Que ódio eu tenho daquela menina.
Pois fui vítima, desse seu falso afeto. Ela me fodeu, Foi a vilã da minha história!
Me considerei o cara, talvez o certo
E a safada do nada me apaga da memória
Safada, medrosa aposto que já foi fodida também...
Não é possível ser tão estrategicamente má assim.
E posso traduzir sua maldade, em partes de uma a cem
Que ainda sim, essa maldade toda não teria fim.
O que me falta é sorte.
Ou talvez o excesso dela, a mulher incrível mesmo com sua "abusagem"
 Suas músicas, suas caretas tão fodidas só ajudam a foder mais
Ela não pode negar, mexi com ela também.
Mas seu canalhismo interior, filtra e exclui qualquer carinho demais.
Ela me foi demais, não é toa que me deixou fodido.
Demais, presente, Demais impactante.
Demais, inspirações pros meios futuros escritos
Demais, tanto que se torne irritante.
E me irrita, saber que não existe um
Menos ressentimento
Quantos mais ela fodeu antes de fazer isso comigo
Mas eu sinceramente tenho um pressentimento
Ela ainda vai ficar só, sem ninguém sem abrigo.
Não é praga é simplesmente realidade dos seus atos
Toda, toupeira, menina, mulher
Sinto falta desse ser, delicadeza, seus tatos
Falta de cada momento, xingamentos Falta do que vier
Ah! como pode eu ainda a espero
Devia me vingar, como eu preciso
Mas ela é tudo que eu queria.
- Quero -
Foi mais lágrima, mas ela foi dona do meu torto sorriso.
Mulher, caminhe comigo nesse bosque de ilusões
"Tive um sonho nele encontrava com você "
Venha, depois de foder outros corações

Venha logo, quero me vingar, depois quero te ter.

(Queen)

- Paulo Roberto Silva Freire & Kimberly Nicole Rodrigues