quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A PALAVRA VIVE EM MIM


A PALAVRA VIVE EM MIM

A palavra compaixão Ama com paixão. A palavra portador Porta dor. A palavra simplesmente Tem uma simples mente. A palavra Anda, Anda com o A pra frente do N E então nada. A palavra sólido É musical Por ter sol e dó. A palavra que fala Também canta: Fáááááá, lááááááá. E se a palavra ama com paixão E porta dor, então ela pode sentir. Se ela tem simples mente, Então pode pensar. E se ela anda e nada, Então busca seus objetivos. Se ela é musical e canta, Então faz arte por si só. E se tudo que sente, Pensa, busca objetivos E faz arte tem vida, Então a palavra vive em mim.

- Gustavo de Carvalho




sábado, 9 de janeiro de 2016

A Solidão do Poeta

A solidão do poeta
Um toque estremece o corpo, a alma o sexo se desfaz, baixa a guarda no encontro dos olhos que se conversam e se fecham para do simples tocar dos lábios se encontrar e se encaixar do carinho do encontro, a explosões de sensações que arrepia a alma, a maça do rosto, o despir do corpo, do encontro dos corpos, o tocar da alma do ser ingênua, a banalização do ato dos corpos que dançam, se arranham, se confrontam, se amam que rasga o silêncio da noite, geme, abafa o grito no travesseiro, escorre o suor. no cadenciamento dos movimentos, a sincronização dos desejos. os sexos se fundem em um só, que já não mas querem se separar O batom vermelho, o entrelaçar das mãos a satisfação de ambos presentes no sorriso dos lábios na explosão que escorre dos sexos amados, desejados, satisfeitos, possuídos. Em cada canto do quarto, um amasso, um beijo, um abraço, uma posição. O cabelo entre as mãos, as unhas marcam sensações, trajetos da brutalidade do desejo à satisfação o chão bebe o suor que se mistura a bebida antes apreciada a mão delineá curvas sem fim, em constante viagem ao desconhecido do ponto extremo ao lábios a satisfação carnal da música de fundo, a fumaça do cigarro, a calcinha na mesa, as taças na pia, a luz semi apagada assim como o poeta busca inspiração na mulher amada, satisfação da alma prova do sexo, agora em suas mãos, que escreve em forma de versos, suas sensações, desejos de noites de verão, que no calor do corpo encontra aconchego. de um amor platônico.


Adriana Dias








domingo, 3 de janeiro de 2016

4 estações

4 estações 

Primavera, desabrocha, florece
Tudo é lindo!
Colore, encanta
Venta!

Verão, esquenta, incendeia
Aquece!
E mesmo tentando tampar o sol com a peneira, reluz
Venta!

Outono, terreno cárdio já descansa
nem quente, nem frio, nem esperança,
suportou bastante,ventos uivantes
sem dó, sem pena, só ficando o que
vale a pena. Então
Venta!

É inverno, ou Inferno?
Dói, rasga, sangra, solidifica
gelo que queima!
Queima de tão frio, e acostuma
e num simples toque, pele com pele
em cima do cais, se liquifaz.

Tarcila Lima





















sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Prece

Ó, Morte
               Nossa
                           de
                                 cada
                                          dia.
    
             
                              O desejo!

                      Não,

nos permita:


Viver sem ti

Ó, morte nossa de cada dia,
Traga o alento, para o caos,
Ocaso, das manhãs quentes,
Inicia: turva, nuvem à chuva.

Ó morte nossa de cada dia
Que o pão que tu amassas
Não se afaste de nós, que,
Vivos possamos ouvir à lira
E sentir em nós, o mundo e nada.

Onde está então, o fim
Que amedronta? Se, o
apego é o que te faz soltar.
que vivas à renascer.
Que não nos falte a morte
Pois sem há viver!


Ó obliqua mãe dos medos,
Fazes, o que melhor sabes,
Findar! Retoma meu ser, e,
Remova, o espirito de não
Querer, amar às quedas.

Ó chão, fundo, a sete palmos
Bonito, fecha cena dos salmos
Veros, versos decassílabos? é.
Não sei conta-los. asnos poetas.


Ó frio, de todos os ventos
Ó deusa dos peitos abertos
Ó mãe dos intricados, deso-
rienta! Ó morte nossa de to-
dos os dias, dias que tú não
vens, ficamos vivos demais.

Ó morte nossa de todos os dias
Não nos falte um dia se quer
Faz-te presente em nossa vida
Pra que possamos, amar algo, alguma coisa.
  

Ó morte nossa de todos os dias
Que não se apague o fogo
Da ponta e das partes. (Ó tia
Das cantinas do inferno,
Não te esqueças do bem que
Te fazemos, damos nossos
corpos, na chacina de nossos becos.)

Ó ciclo vivo, afortuna-me
É que o ontem já morreu.
 Ó Objeto de delírio
Que me deem lírios
No dia em que fores tudo, em outro eu.


- P.R.S FREIRE







(Panagens- Ronaldo Azeredo, 1975)












terça-feira, 24 de novembro de 2015

...





tempo que
foi, indo
lento que, foi,
foi, indo.

pressupõe
análise,
critica que, voe,
que deslize.

sobre os temas
esquemas
pensamentos, e,
tormentos.

imagine-os
simbiose,
velhos,
esclerose.

leve, só,
só, leve,
amor,
agregue.

puro, lento
calmo, intenso,
pra cima
feito a Talita.


ou não,
que o chão
que pisas
fisga, o fica,
o homem,
o menino.

seja, ou,
de-veja,
o desejo carnal
o calor e o fogo, carnaval

não é pra ninguém
só é poema,
sem destino,
sem tema.   



P.R.S FREIRE


Foto: Talita Moraes, letra, tudo.

















quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Escolha quem te ama para amar

Escolha quem te ama para amar
" Não sou eu quem sofro por que revelo o que sinto Quem sofre é voce que se esconde por trás do medo de dizer o que sente Essa sua tentiva de evitar uma catástrofe hipotética de desgosto Torna-se real a cada instante que negas E vives o que julgas correto Nao te entregas ao que realmente é vivo  Aquilo que voce na verdade queria fazer Mas acorrentado pelos fantasmas assombrosos do passado,se nega Pelas palavras dos outros no presente E pela possibilidade da visita do sofrimento futuro Deixa de viver e sentir o gosto da maçã mais forte As cores dos automoveis mais vivas O sol mais intenso Todos os cabelos lindos em penteados Se priva de chorar pela dor da possibilidade de perder o outro Nao sabe o que é saudade Nem tao pouco onde o setimento é capaz de te levar Se aprisiona nesta liberdade da tua falsa autosuficiencia , enquanto tempo passa as horas voam,  e nao vê o amor e o sentimento atravessar a rua a sua frente intensamente Por que esta sempre se perguntando o que o outro pensará Nao diz o que sente pra se resguardar Na verdade se enclausrar no bau  do nao sentir, do nao viver Da assolacao escabrosa que cria expectativa de pré-seguro do sofrimento Garantindo nao sofrer E as duras penas é a privacao de viver intensamente o que deve ser vivido hoje Ame o quanto sente que ama Fale o quanto sente que sinta Faca tudo o que estiver ao alcance  Sinta o frio na barriga com o medo de perder O que digo é, viva! Seja humano, esquecam os robôs racionais que te fizeram Aproveite,diem Carpie,sempre Abuse de si e do outro Viva no seu limite de amor Dê pra quem ama Coma a quem ama Deite-se com que te ama Sorria pra quem te faz sorrir Abrace a quem vive te dizendo que teu abraco sacia Esteja ao lado deste alguem que nunca sai do teu lado Retribua esse calor Cuide do que hoje e seu Por que o que é seu cuidará de voce Feche os olhos e viva o que voce precisa viver Se entregue para o amor que te faz feliz A boca que te beija e a msma que te bendiz A mao que te levanta sera a que te medica E os olhos daquele que te ama e o mesmo que chora quando longe de voce Aceite este coracao  Presentei-se permitindo retribuir Escolha quem te ama pra amar não um amor qualquer."

- Jefferson Maciel




domingo, 15 de novembro de 2015

Revolução via poesia: trincheira das palavras

Revolução via poesia: trincheira das palavras

Anil,                                         Saara             
Eufrates,                                     Bacanga  
Doce,                                         Lama!
                        Casa?

Poeta disse:
                        Onde o vento, passa!
     
                                                                      Grito,
Indecência,                                                          Ipiranga,
Paciência.
                        Lavadeira!

Moça,                                                Canga,
Cangalha:                                            Ganja,
Veste,                                                         Brisa,
Suja                                               Rio (e) Mar
Sunga                                                          
Corpo: vale (ser) livre, doce liberdade.

                        Lama!

Todo                                     Estranheza       
Lado oposto                                  (da)   carga
Fica (a) par                                         útero  
(Da) união                                             hetero
Quando não (se) põe (o) O                            padrão
Se estranha!                                      Normativo!


Beijo                                               espinho,
Barba,                                              garota!
                     (o)
Amor                 (é)                        doce
Azedo               (ué)                      querer 
                         



Te incomoda
Acomodando a movimentação
(Das) partes,
Trégua, (do) (o)
(e) uó.




Não só na rua                            Brisa: decide-te         Pela rua, nas valas                         o nome
Ler, ouvir (o) som                             do                                                                homem
Agudo, dos sons                                do                                                               poeta    
Sondando, lixos                         quem é?      
Rios, picos íngremes.                        Na luta, de lata,                                                   lama e rima?


Lúdico sono                                    aposto
Poema maior, diz!                              À corte,(do) Sul,
Que pensa!                                     sensíveis ventos (no)
Sonho: guerra e vida!                     Poesia, São,(o)(um)norte.



Unir-vos                                           todos (os)
Anelares, brisas                                   ventos (de)
Norte                          (à)             Sul.



Conclamem:
Vida aos homens
(e)
Reflexão soa aos poetas.

(Os) rios do ser já
Mortos foram, histórias só
Ouvir contar,
Morreram antes (de) toda poesia vir!

Vamos, lutem              quer matar-te
Bendita poesia              entra nesta
Que (o) poema             guerra,

Maldita aos homens,
                      (e) Rios
Que
           (o) Fim, já começou!


Paulo Roberto Silva Freire